Moçambique humilhado sem Domingues: quem matou a alma dos Mambas?
A goleada de 4-0 sofrida pelos Mambas diante do Uganda, em Kampala, deixou muito mais do que números pesados no placar: expôs a crise de identidade e liderança dentro da seleção moçambicana.
No centro da polémica está a ausência do eterno capitão, Domingues. Um líder que, mesmo em fase final da carreira, continua a ser sinónimo de moral, experiência e respeito no balneário. A decisão de o deixar de fora justificada pela necessidade de “renovação” revelou-se um verdadeiro tiro no pé.
Sem ele, os Mambas mostraram-se perdidos em campo, sem organização e sem alguém capaz de acalmar os nervos quando o adversário apertava. Os quatro golos sofridos são reflexo de uma equipa sem comando e sem alma.
- A grande questão é: quem tomou esta decisão e por quê?
- A FMF quis impor uma mudança forçada sem pensar na consequência imediata?
- Ou o afastamento de Domingues tem motivações mais políticas do que desportivas?
Seja qual for a resposta, o que se viu contra o Uganda foi um desastre que poderia ter sido atenuado com a presença do capitão. O povo moçambicano merece transparência e respeito não decisões obscuras que condenam a seleção ao fracasso.
Enquanto não se responder a estas perguntas, a goleada sofrida ficará marcada não apenas como uma derrota em campo, mas como símbolo de uma crise mal gerida fora dele.
