Ativista e Albino Forquilha, do PODEMOS, comparecem à Quarta Secção do Tribunal Judicial da Cidade para o arranque do mediático processo de suborno eleitoral.
O ativista Adriano Nuvunga compareceu esta quarta-feira à Quarta Secção do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo para o aguardado arranque do julgamento do mediático Caso "219 Milhões".
O processo centra-se na alegada entrega da referida quantia a Albino Forquilha, presidente do partido PODEMOS, com o propósito de influenciar a divulgação da verdade eleitoral das eleições gerais de 9 de outubro passado.
A sessão desta quarta-feira, que ocorreu no dia em que Moçambique celebra 44 anos da legalidade, seguiu-se ao adiamento da primeira marcação, que estava prevista para 29 de outubro de 2025. Nuvunga apresentou-se no tribunal com a documentação e informações devidamente preparadas por escrito.
Durante a sessão, Albino Forquilha manteve-se reservado, optando por poucas palavras, mas demonstrou aparente convicção perante as graves acusações que lhe são imputadas.
Em declaração à imprensa no local, Adriano Nuvunga expressou a sua firme convicção na justiça, descrevendo este julgamento como um estímulo fundamental para a sua missão cívica e para a defesa intransigente da legalidade no país.
O ativista reforçou a sua determinação em lutar até ao fim, visando a consolidação efetiva do Estado de Direito em Moçambique.
O advogado de Nuvunga, Ilídio Macia, apesar de manifestar confiança na defesa, preferiu não prestar declarações à reportagem no local.
O início deste julgamento marca um ponto de viragem, antecipando uma maratona judicial que está destinada a gerar intensa atenção pública e a ter repercussões significativas no panorama político e social moçambicano.
