Chiquinho Conde e FMF: O Novo Contrato Está Pronto, mas os Detalhes Travam a Assinatura
Treinador deve auferir 1,5 milhões de meticais mensais, mas exige retroatividade a Fevereiro para selar o acordo que visa o CAN-2027
A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) e Chiquinho Conde chegaram a um entendimento final para a renovação do vínculo do técnico à frente dos Mambas.
Após semanas de incertezas e negociações intensas, o contrato já foi rubricado pelo presidente Feizal Sidat e entregue ao selecionador. Contudo, o "fumo branco" total ainda depende de um ajuste temporal solicitado pelo treinador.
Os Detalhes do Acordo
O novo vínculo prevê que Chiquinho Conde continue na sua "cadeira de sonho" até 31 de Julho de 2027, garantindo a sua liderança durante a qualificação e a eventual fase final do CAN-2027, que será co-organizado pela Tanzânia, Quénia e Uganda.
- Salário Mensal: 1,5 milhões de meticais.
- Vigência Proposta: 1 de Março de 2026 a Julho de 2027
- Cláusulas de Rescisão: O contrato prevê a possibilidade de interrupção bilateral. Se a FMF rescindir por maus resultados ou se Conde aceitar outra proposta, a parte interessada deverá pagar uma multa equivalente a dois meses de salário.
O Impasse da Retroatividade
Apesar de o documento já estar nas mãos do selecionador há mais de 24 horas, Conde ainda não assinou. O ponto de discórdia reside na data de início dos efeitos financeiros.
O treinador exige que o contrato tenha efeitos retroactivos a 1 de Fevereiro, período em que esteve tecnicamente livre (chegando a ser associado à seleção de Angola). Por sua vez, a proposta atual da FMF fixa o início a 1 de Março de 2026.
