SERNIC e INTERPOL em Operação Conjunta Contra Crime Organizado em Moçambique

Operação internacional abrange Nampula e Manica no combate a raptos, tráfico de drogas e criminalidade transfronteiriça

Uma operação de grande envergadura está em curso em Moçambique, reunindo forças da Polícia da República de Moçambique (PRM), do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) e agentes da INTERPOL. 

A iniciativa visa combater o crime organizado que afeta não apenas Moçambique, mas toda a região africana.

Operação Internacional em Território Moçambicano

Agentes da INTERPOL foram avistados nas províncias de Nampula e Manica, onde desenvolvem atividades conjuntas com as autoridades moçambicanas.

Agentes da INTERPOL e SERNIC em operação conjunta contra crime organizado em Moçambique

 De acordo com o Ministro do Interior, Paulo Chachine, a presença da organização internacional de polícia criminal enquadra-se numa estratégia coordenada de combate ao crime organizado transfronteiriço.

A operação tem como alvos principais o combate a raptos, tráfico de drogas e outras atividades criminosas que assolam a região.

 O Ministro esclareceu que a ação ainda está em andamento e não se limita a Moçambique, abrangendo diversos países do continente africano numa frente unificada contra a criminalidade.

Operação "Bloqueio" Intensifica Fiscalização

Como parte desta iniciativa mais ampla, está em curso a operação denominada "Bloqueio", que integra agentes do SERNIC e da PRM. Esta ação tem-se destacado pela intensificação da fiscalização de viaturas e pela abordagem de cidadãos suspeitos na via pública.

Durante as operações de fiscalização, diversas interpelações têm sido realizadas, resultando em detenções.

 Recentemente, um indivíduo foi detido por elementos que se faziam passar por agentes policiais, numa situação que evidencia também a existência de oportunistas que tentam aproveitar-se do contexto de operações policiais.

Questão das Armas de Fogo em Cabo Delgado

Questionado sobre alegadas solicitações de porte de armas de fogo na província de Cabo Delgado, região que enfrenta desafios de segurança relacionados com insurgência. 

O Ministro do Interior afirmou não ter conhecimento de tais pedidos, esclarecendo que essa informação não lhe foi reportada pelas autoridades competentes.

A operação conjunta entre as forças nacionais e a INTERPOL representa um reforço significativo na capacidade de resposta das autoridades moçambicanas face ao crime organizado, demonstrando o compromisso do país com a cooperação internacional no domínio da segurança e da justiça criminal.

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