Revisão da Bandeira e Emblema de Moçambique - Abertura de Propostas na AR (2005)

 

Revisão da Bandeira e do Emblema - Propostas são abertas hoje em cerimónia pública na AR

A Comissão "ad hoc" da Assembleia da República para a Revisão da Bandeira e do Emblema da República vai proceder esta manhã, em cerimónia pública, à abertura das propostas de alteração destes dois símbolos no âmbito da realização do concurso público atinente a este processo.

Entretanto, foi já constituído o júri que irá proceder à avaliação técnica das propostas apresentadas pelos mais de cem participantes ao concurso público realizado sobre a matéria, recentemente terminado no país.

Fazem parte deste júri Júlio Carrilho, Saviasse Cosca, Nelson Saúte, Bernabé Lucas Nkomo e Xavier José Maria Besse.

Artigo do jornal Notícias de 20 de setembro de 2005 sobre a abertura das propostas para revisão da Bandeira e Emblema da República de Moçambique na Assembleia da República

Falando ontem ao "Notícias", o presidente desta comissão parlamentar, Hermenegildo Gamito, disse estarem já reunidas as condições para que as propostas sejam tornadas públicas a partir desta manhã. "Assim, a comissão reunirá-se hoje (ontem) para realizar os últimos preparativos atinentes à abertura das propostas", afirmou.

Símbolos Nacionais

O povo moçambicano, como seja, o cantar devotamente pelo seu povo na luta pela liberdade, a unidade nacional, a paz, democracia e justiça social e as riquezas do país.

A actual Bandeira Nacional tem cinco cores, designadamente o vermelho, que simboliza a resistência secular ao colonialismo, verde, as riquezas do solo, preto, o continente Africano, amarelo dourado, as riquezas do subsolo, branco, a ajustada luta do povo moçambicano e paz.

Por sua vez, o Emblema da República contém como elementos principais, um livro, uma arma e uma enxada dispostos em forma de triângulo invertido.

Já foi constituído o júri que irá trabalhar na avaliação das propostas resultantes do concurso público para a alteração da Bandeira Nacional e do Emblema da República, como reza a Constituição da República.

Assim o referido júri é composto por cinco membros, designados segundo o princípio de representatividade parlamentar de entre destacadas figuras do universo das artes e letras. Neste contexto, o grupo parlamentar da Frelimo designou três personalidades, enquanto que a bancada da Renamo-União Eleitoral apresentou dois nomes.

Os escolhidos pelo partido no poder são respectivamente o arquitecto Júlio Carrilho, o artista plástico Saviasse Cosca e o escritor Nelson Saúte.

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