PRM detém militares e civis por assaltos em Maputo | Segurança Pública

PRM Desmantela Rede Criminosa Especializada em Assaltos a Centros Comerciais em Maputo

A Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou a neutralização de uma perigosa quadrilha responsável por diversos assaltos à mão armada na capital. O grupo, composto por indivíduos com antecedentes criminais, destacava-se pela logística avançada, que incluía o uso de armamento militar e engenhos explosivos.

​Colaboração Institucional e Fornecimento de Armamento

​A investigação policial revelou um dado alarmante: a rede contava com a colaboração de quatro elementos das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) três no activo e um desmobilizado. 

Suspeitos detidos pela PRM em Maputo com armas e bens apreendidos após assaltos a centros comerciais.
Apresentação dos detidos e do material apreendido, incluindo uma arma de fogo e bens diversos, na esquadra da Katembe.

Segundo as autoridades, estes indivíduos eram os responsáveis pelo fornecimento de espingardas automáticas (AKM) e granadas, facilitando a execução de crimes violentos.

​Detenções e Confissões na Katembe

​A operação resultou na detenção de cinco dos seis integrantes da quadrilha, actualmente sob custódia na 19.ª Esquadra da PRM, no distrito municipal da Katembe.

  • Histórico Criminal: Um dos suspeitos confessou envolvimento em pelo menos sete crimes distintos.
  • Alvos de Alto Impacto: Outro detido confirmou a participação no assalto ao centro comercial Baía Mall, um dos pontos de maior movimento na cidade.
  • Contradições: Enquanto alguns confessam, um militar nega o envolvimento direto, apesar das evidências apresentadas pelos seus comparsas sobre a origem das armas.

Segurança Pública e Crime Organizado

​A porta-voz da PRM em Maputo, Marta Pereira, descreveu o grupo como uma rede extensa e perigosa, possivelmente ligada a estruturas de crime organizado. O grupo é suspeito de autoria em mais de oito casos criminais graves.

​Relatos de vítimas sublinham a agressividade das acções, com testemunhos de pessoas que temeram pela própria vida durante as abordagens. Quanto às granadas apreendidas, embora os suspeitos aleguem que o destino seria o comércio ilegal transfronteiriço, evidências em vídeo sugerem que os explosivos poderiam ser utilizados em território nacional.

​A PRM assegura que os procedimentos legais estão em curso para que todos os envolvidos respondam perante a justiça.

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