Decisão afeta 31 entidades da ONU e 35 organizações não ligadas às Nações Unidas.
Administração republicana alega proteção da soberania nacional e crítica a "agendas ideológicas" para justificar desvinculação em massa.
Washington D.C. – Em um movimento que aprofunda a doutrina de isolamento diplomático, o Presidente Donald Trump assinou, nesta quarta-feira (7), uma proclamação que determina a retirada oficial dos Estados Unidos de 66 organismos internacionais.
A medida abrange 31 entidades vinculadas às Nações Unidas (ONU) e 35 organizações intergovernamentais independentes.
Revisão de Compromissos Multilaterais
A decisão é o resultado de uma auditoria exaustiva conduzida pela Casa Branca sobre tratados e convenções internacionais. Segundo o comunicado oficial, as instituições visadas foram classificadas como operando de forma "contrária aos interesses nacionais".
O governo norte-americano sustenta que tais entidades promovem políticas climáticas e programas ideológicos que colidem com a soberania de Washington. "A prioridade é garantir que o financiamento público apoie missões que tragam resultados tangíveis aos cidadãos americanos, em vez de sustentar burocracias ineficientes", destaca a nota.
Impacto Geopolítico e Orçamental
Embora a lista detalhada das organizações ainda não tenha sido publicada, a administração confirmou que a estratégia visa encerrar o fluxo de capital para o que denomina "agendas globalistas".
Este passo consolida a trajetória do segundo mandato de Trump, que já completou um ano. No período, o país já havia interrompido o apoio financeiro à UNRWA e abandonado a UNESCO.
O cronograma de desvinculação deve seguir com a saída da Organização Mundial da Saúde (OMS) e a reiteração do abandono ao Acordo de Paris sobre o clima.
Analistas internacionais preveem que a retirada da maior economia do mundo destes fóruns poderá gerar um vácuo de liderança e financiamento, forçando uma reconfiguração da governança global nos próximos meses.
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